Domingo, Agosto 17, 2008

Eat your heart out.

O melhor do vídeo começa no meio.

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Quinta-feira, Julho 31, 2008

O que é o preço?

A questão da descida do IVA ser ou não reflectida nos preços ao consumidor já raia o absurdo. Dando de barato que o excessivo intervencionismo do Estado no mercado provoca distorções que lhe ampliam os defeitos (protecção aos monopólios, por ex) e minimizam as virtudes (concorrência sã, por ex), numa economia “mista” como a nossa, os preços são (mais ou menos) livres. O IVA pode desaparecer e os preços aumentarem. O efeito virtuoso imediato da descida do IVA não é a baixa dos preços, é a possibilidade de maior folga na produção. Num mercado minimamente concorrencial (a maior parte daqueles onde se aplica a taxa de 20%) o ajuste dos preços é feito mais tarde e o ganho da baixa do imposto é dividido entre consumidor e fornecedor (esta divisão de ganhos está inclusivamente quantificada). De qualquer maneira a divisão dos 1% no IVA é irrisório para os consumidores individualmente considerados e dramático nas empresas grandes e no agregado da actividade económica. Deixem lá os preços de mercado em paz e concentrem-se no combate à intervenção discricionária do Estado, ao arrastão fiscal e ao autêntico roubo que é feito aos privados. Os preços ajustam-se sem precisar de ajuda.
Alguém se queixou quando o IVA subiu de 19% para 21% e muitas empresas mantiveram os preços? Claro que não. A canga dos últimos 160 anos dá nisto. É que se os preços dos combustíveis (por ex) sobem é por causa da cobiça dos especuladores, mas se descem não é por causa do altruísmo pois não?

Quarta-feira, Julho 30, 2008

Círculos

O Círculo que o dinheiro dos taxpayers americanos percorre entre o Senado e o Congresso e as GSE (Government Sponsored Enterprises) para ser devolvido a congressitas e senadores, que de novo aprovam mais entregas às mesmas GSE para que percorra de novo o círculo é uma amostra do que é a actividade governativa hoje. Nos EUA os lobis são legais e as contas dos partidos, senadores e congressistas mais ou menos transparentes e só por essa razão se percebe o tráfico. Os political action commitees da Fannie Mae e da Fredie Mac contribuiram com cerca de $800.000USD para diversos candidatos (R e D) no último ciclo eleitoral. As fundações de ambas contribuiram para grupos políticos com respecivamente 21 milhões USD e 25 milhões USD. Ora os decisores aprovam a nova Housing Bill, entregam-lhes alguns milhares de milhões e parte é devolvido como agradecimento aos que aprovaram a entrega. E reinicia-se o círculo. Lindo. Acham que por cá é diferente?

Alex Pardee

Sábado, Junho 28, 2008

Jessye Norman e o Paradoxo da Escolha

Os que têm problemas com a "Escolha" deviam ouvir Jessye Norman. Estou a ouvi-la na 2. Oiçam-na cantar A Marselhesa.
"Primeiro tento relaxar e rir de mim mesmo."

Diz que é uma espécie de Estado de Direito

Já escrevi várias vezes sobre isto. Alguns fiscalistas (por exemplo o Tiago Caiado Guerreiro) estão fartos de o fazer também. A lógica contabilistica, (por oposição à lógica de tesouraria)de cobrança do IVA é um autêntico roubo. Num caso em que o contribuinte é apenas o fiel depositário,é obrigado a entregar ao fisco o imposto que não recebeu. O modo de cobrança do IVA é uma aberração e para ajudar, o Supremo Tribunal Administrativo vem dizer que o contribuinte deve entregá-lo mesmo que não o tenha recebido mas, se não o fizer, não pode ser punido. Kafka não faria melhor. Pior mesmo, só a DGCI que se está literalmente cagando para o que diz o STA.
Empresas que falhem entrega de IVA não podem ser punidas Uma empresa que não entregue o IVA ao Estado alegando que ainda não recebeu o dinheiro dos seus clientes, não pode ser punida. O entendimento é do Supremo Tribunal Administrativo (STA) e vem romper com a prática seguida até aqui segundo a qual o imposto tem de ser entregue na data em que é facturado.

Sexta-feira, Junho 27, 2008

Numb

Não consigo. Ler um jornal, ouvir TV, rádio, seja o que for. Não consigo. Evitar a dor de querer esmurrar alguém e ninguém ter culpa. Não consigo. Aturar os filhos da puta que me rodeiam. Não vivo num país, vivo numa masmorra, não conheço pessoas, conheço monstros e os que não conheço e só oiço ou (tele)vejo não merecem a palha que comem. Paga por mim e por calhordas como eu. Filhos da puta.

Domingo, Maio 11, 2008

Miguelanxo Prado

Sábado, Maio 10, 2008

Cenas à toa com a História

Os estereótipos e os preconceitos são um instrumento de sobrevivência (1) e muitas das vezes são certeiros em certas classificações. Por exemplo: classificar profissões e especializações pode ser uma questão de vida ou de morte ou, pelo menos, pode ser divertido.
Que Poder pode sem maior que o Poder de mudar o futuro? Resposta: o Poder de mudar o passado. 
Foi Lord Acton, historiador, que disse que o poder tende a corromper e o poder absoluto corrompe absolutamente. Não sei se tinha a consciência ou se queria avisar acerca dos que tinham a mesma profissão que ele mas, o que é um facto, é que o Poder do Historiador é o Poder de determinar o passado e esse é um Poder que, tal como o Poder de mudar o futuro, não pode ser confiado a ninguém.
O Poder de mudar o futuro vai variando de intérpretes mas os sociólogos são os seus intérpretes por excelência. Um sociólogo é, mais ou menos, alguém que gostava de ser engenheiro mas faltou-lhe o jeito para a matemática. Ora um engenheiro sem matemática mas com muita ideologia é um perigo: as pessoas passam a parafusos e rebites e os agregados de pessoas passam a ser as estruturas e as relações entre elas as forças. Fazem-se pontes, circuitos, motores, máquinas, etc.
Cada vez mais e dada a contínua desvalorização do ensino da filosofia, tudo o que não implique treino na matemática é perigoso. Escapa-se-lhe a lógica e as relações. Ignora-se o que é um processo sistémico. Há consequências sem causas, não são os processos que interessam, são as intenções. Já nem meios nem fins importam.
(1) Ver In Praise of Prejudice de Theodore Dalrymple e Economic Facts and Fallacies de Thomas Sowell

Cenas à toa

Jorge Sampaio voltou à normalidade. Além do que já escrevi n'O Insurgente ainda veio dizer que os órgãos de comunicação social deviam dizer os montantes envolvidos nos contratos com os anunciantes. Sampaio sabe perfeitamente duas coisas:
1 As negociações em qualquer transacção jogam-se na assimetria de informação. Quem paga não sabe por quanto é que o vendedor está disposto a vender e quem vende não sabe quanto é que o comprador está disposto a pagar;
2 O tipo de informação que ele entende conveniente é o caminho mais rápido para a formação de cartéis. Se todos souberem em detalhe qual o valor dos contratos entre todos, o preço uniformiza-se rapidamente.
Posto isto, que raio de proposta é esta? Erro ou má-fé?
 

50

Cinquenta dias. 330 Euros. Só me ocorre o "50 ways to leave your lover" do Paul Simon. Go figure. Mas soa bem: "50 days to leave your ciggie"
Não fumo há cinquenta dias e cada um que passa, é maior o prazer de não fumar.

Links e coiso

Ainda ando por aqui a testar coisas e à procura do tom. Peço desculpa a quem linkou este espaço e não viu a gentileza retribuída como manda a etiqueta blogosférica mas está para breve.